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Dossiê Inclusão

Page history last edited by giovanasperb@... 2 years, 10 months ago

 

 

 

 

 

 

Minha experiencia com educação inclusiva!!!

 

          Trabalho com educação a 8 anos e até o momento não vivi nenhuma experiencia com educação especial ou inclusiva diretamente. Mas quero deixar aqui o relato de uma experiência que marcou a minha infância.

          Quanto eu tinha 9 anos, fui passar o final de semana , com minha dinda, na casa de uns parentes dela. Lembro que antes de sairmos ela me disse que o casal que iríamos visitar tinha um filho que era doente. Achei que iria encontrar alguém na cama, sofrendo. Pra minha surpresa o menino, na época com 11 anos, tinha sindrome de Down. Claro que na época eu nem imaginava o que era isso, e as dúvidas sobre a doença do menino aumentaram ainda mais. Ele era muito fofo, gostava de brincar, era muito falante e tambem bastante esperto. Brincamos o final de semana inteiro e eu sempre com aquela dúvida sobre a doença dele na minha cabeça.

          Ao irmos embora, a primeira coisa que fiz era perguntar a minha dinda qual a doença do meu mais novo amigo. Ela me disse que ele era "meio louco", que tinha os olhos diferentes e falava as coisas e quase não podia se entender. Eu lembro de ter dito a ela que entendi tudo o que ele disse e que ele nem parecia louco. Fui repreendida e minha dinda logo disse que ele tinha de ser louco pois era diferente de mim. 

          Bem, nos tornamos muito amigos. Sempre que eu podia ia lá visitá-lo. Na época eu não entendia o que era síndrome de Dow e nem o porque das pessoas terem tanto preconceito para com ele. Hoje, passado mais de 20 anos , ele já falecido, percebo o quanto as pessoas estão ligadas ao que a história nos conta. As pessoas especiais são vistas como doentes e obrigados a viverem excluídos da sociedade, considerados completos incapazes. Claro que muita coisa já mudou, mas ainda temos muitas coisas pra melhorarmos com relação a educação inclusiva.

         Portanto, eu espero poder me preparar o suficiente, para quando eu me deparar com esta situação, saber lidar com ela e desenvolver meu trabalho muito bem para contribuir para a melhoria da educação inclusiva em nossa região. 

 

 

A Educação Inclusiva na escola onde trabalho

 

 

      Trabalho na Escola Municipal de Educação Infantil Algodão Doce localizada na Rua Jari, 205 bairro Nova Parobé em Parobé RS. A escola tem como diretora a professora Rosicler Biesdorf e como coordenadora pedagógica a professora Daiane Carine Ramos da Silva.

      Somos 12 docentes, distribuídas do berçários até o Pré II, num total de 30 profissionais e atendemos diariamente de Segunda a Sexta-feira das 6 hrs e 30 minutos até as 18 hrs e 30 minutos um total de 92 crianças de 4 meses a 5 anos.

       De acordo com a entrevista que fiz na escola com a equipe pedagógica, atendemos a 1 criança com Necessidades Especias ( Sindrome de Down) Diagnosticada que está sendo atendido regularmente pelo Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado Professora Flavia Maria de Brito (CEMAE) e temos 8 casos de crianças em investigação junto a equipe do mesmo centro.

      Outra nova informação que consegui na escola é que aumentou o número de crianças atendidas. Hoje em torno de 200 alunos, com os mais diversos diagnósticos, estão freqüentando as escolas regulares, graças ao programa de inclusão social do município. Entendo que este é o papel dos nossos governantes e torço para que este projeto continue e se amplie , pois só assim teremos realmente uma educação inclusiva de fato e eficiente em nossa região.

 

 

 

SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM EDUCAÇÃO ESPECIAIS NO MUNICÍPIO DE PAROBÉ

     Em Parobé, segundo pesquisa que realizei junto a Secretaria de Educação, possui atualmente seis (6) núcleo de atendimento distribuídos dentro do município por zoneamento.  Estes núcleos receberam o nome de NÚCLEOS TÉCNICO PSICOPEDAGÓGICOS , atendendo as famílias direto na sua comunidade Existem também  o Centro Clínico Flavia Maria Brito e o NAMP. Anteriormente a criação destes apoios a maioria dos casos eram atendidos em Taquara. Hoje atende 100% dos casos no municípios mesmo. São atendidas em torno de 150 alunos diagnosticados e outros em observação e investigação.

 

 

ESTUDO DE CASO (em construção)

 

Aluno: M.H.B - nome fictício LUCAS

Idade: 4 anos

Turma: PRÉ 1

Escola : ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL ALGODÃO DOCE

Problema: ainda não confirmado o diagnóstico - esta em investigação

 

PERFIL DO LUCAS

           O Lucas teve uma adaptação tranquila quando iniciou na escola, apesar de se mostrar tímido e não costumar participar das atividades  em grupo, ficando sempre isolado de todos.

           Durante as atividades propostas, às vezes se recusa a realizá-las. Durante a confecção de desenhos livres, dispersa sua a tenção manuseando os lápis de cor ou outro material que lhe é oferecido e dificilmente conclui a atividades, mesmo com o incentivo das professoras.

           Nas brincadeiras dirigidas demonstra ser tímido e em alguns momentos agressivo, tanto com as professora, como com os colegas. Frequentemente age com agressividade quando não consegue o que quer ou na disputa por um brinquedo. Quando incentivado pelas professoras para realizar uma determinada atividade, retrai-se num canto, não respondendo aos pedidos das mesmas e , em alguns momentos, age impulsivamente sobre elas.

           No brinquedo livre, mantém-se isolado, sempre brincando sozinho num canto da sala, embaixo das mesas, atrás das prateleiras, etc. e quando se aproxima de algum colega para brincar sempre acaba dando algum atrito. Quando traz brinquedo de casa, geralmente não divide com os colega, porém gosta de pegar o que os amigos trazem, onde gera muitos conflitos.

           No momento do sono, sempre procura o colchão que está localizado no canto da sala e custa muito a adormecer.

           Precisa sempre de incentivo das professoras para organizar seus pertences e os da Escola.

           Alimenta-se muito pouco, necessitando sempre de auxílio das educadoras.

           Agrada-lhe ouvir histórias, principalmente as que possuem personagens e um tom de mistério e assustadoras. Raramente participa das aulas de música, não gostando de cantar. Quanto ao assistir vídeo, não há nenhum tipo de desenho que lhe atraia e que consiga se manter atento ao mesmo.

           Na hora da rodinha, não consegue se concentrar por muito tempo e nem permanecer sentado em seu lugar. Está sempre cutucando os colegas e, assim, dispersando sua atenção. Também não é participativo, pois nunca expõe para o grupo suas novidades ou colaborações.

           Durante as caminhadas pelo bairro com a turma, é necessário sempre estar próximo a professora, pois do contrário, se afasta do grupo.

           Demonstra-se feliz quando permanece na escola.

 

A HISTÓRIA DO LUCAS

 

        Quando a mãe engravidou do Lucas, já possuía problemas psicológicos causados por uma depressão pós parto após a gravidez da segunda filha. Passou toda a gestação acamada, pois precisou parar com alguns medicamentos que tomava. Não conseguia dormir à noite, porque não tomava mais o remédio para este fim. O parto foi cesariana.

          O menino foi alimentado com mamadeira, sendo que a mãe não conseguiu amamentá-lo no peito, devido ao recomeço da medicação.Com nove meses o Lucas engatinhou e, por volta de um ano começou a caminhar e pronunciar as primeiras palavras.

          Após um determinado período, se sentindo melhor e por incentivo de algumas pessoas a mãe aprou de tomar os remédios. Por este motivo, seus problemas psicológicos vieram a tona. Ouvia vozes, tinha medo de sair de casa e prendia o menino dentro de casa porque tinha medo que iriam roubá-lo. Todo este processo acarretou em surtos graves, onde a mãe ser internada. No período em que esteve ausente, o menino ficou sob os cuidados do pai e das duas irmãs, uma com treze anos e outra com vinte. A mais velha foi a que mais esteve presente, inclusive colocando-o para dormir com ela, literalmente assumindo a papel de mãe.

          Neste período, começou a frequentar a escola, mostrando-se bastante tímido e com dificuldades de se relacionar com os colegas de turma e professoras.

          Após um determinado tempo, o pai retirou a mãe do hospital e a levou para seus parentes em Santa Catarina.

          Quando a mãe voltou para casa, o pai veio até a Escola e avisou que a mesma iria começar a buscá-lo de vez em quando.

          Hoje o Lucas está com quatro anos, usa fraldas para dormir, mas já se mostrou irritádo em usá-las, não querendo que o pai colocasse. Não utiliza mais a mamadeira para tomar leite. Dorme com os pais no mesmo quarto, porém em cama separada. em casa os pais percebem que possui facilidade de memorizar músicas e informações, porém não se concentra em nenhum momento. Quando lhe é negado algo, chora muito e, em alguns momentos, os pais acabam cedendo para não se incomodarem. Durante um tempo se mostrou agressivo, mas já melhorou, porém fica irritado com bastante frequencia. Quando o pai não o deixa fazer algo, diz que vai chamar o tio que é grande e forte. Quando ganha algum brinquedo, brinca por um breve período e após, destrói o mesmo, dizendo que não quer mais. Ganhou uma bola, brincou por um tempo e depois a furou com uma faca porque não queria mais usá-la. Seus brinquedos preferidos são carrinhos e um triciclo. Também gosta de brincar na areia. Assiste desenhos em DVD, sendo que é ele que coloca e manuseia o aparelho. Assiste desenhos como Pica Pau e Bob Esponja. Em casa, costuma brincar sozinho. Atualmente pede para o pai uma roupa do Homem Aranha, imitando seguidamente este personagem. Agrada-lheolhar livros, principalmente os que têm bastante figuras. 

          Sua alimentação é bem precária, comendo muito pouco. Em alguns momentos a mãe o alimenta na boca. Come quase sempre assistindo TV.

          O pai comentou em outro momento que precisa incentivar a mãe a fazer carinho e dar atenção ao Lucas, caso contrário não o pega no colo.

          

 

 

 

 

 

 

 

Comments (3)

liliana said

at 9:23 pm on May 12, 2009

Oi Giovana
fico feliz em te ver de novo ativa. Teu relato é bem interessante e mostra como antigamente era vista a síndrome de down que hoje é considerada de outra forma. Isso mostra como a deficiência é uma construção social, que tem a ver com as expectativas das pessoas e não com realmente incapacidade, nao achas?
aguardo tuas outras unidades
lili

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:59 pm on May 30, 2009

Olá, Giovana, fico feliz em ver que estas colocando as tuas atividades em dia. Esta faltando as atividades:
- 2: que pede para fales de tua escola, quantos alunos, quantos professores, se tem alunos de inclusão (quantos):
- 3B: identificar o sujeito a ser pesquisado (estudo de caso);
- 4 : perfil do sujeito
- 5: historia de vida di sujeito (esta em andamento)
Se tiveres alguma dúvida ou precissa de ajuda, por favor nos constate.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 9:57 pm on Jun 24, 2009

Oi Giovana

muito bom teu trabalho, faltam apenas poucas unidades para concluir, que tal dar um ligerão?
se precisares de ajuda conta conosco!
liliana

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